Como a morte é tratada em outros países?

Para a maioria das pessoas, a celebração de um funeral é um rito indispensável de despedida final entre o falecido, seus familiares e amigos. Poucos já pensaram, porém, nas diferenças simbólicas e culturais envolvidas nessa celebração ao redor do mundo.

Enquanto no Brasil o mais comum é realizar o velório em um cemitério ou numa residência familiar, em países asiáticos ou europeus as celebrações fúnebres ocorrem diferentemente dos costumes brasileiros.

De acordo com Claire Clivaz – professora de Teologia e Ciências da Religião na Universidade de Lausanne –, a chegada de novas doutrinas espirituais tem fomentado a diversificação de crenças e rituais post-mortem e, por isso, a despedida de um ente falecido pode ser realizada de inúmeras maneiras nos dias atuais.

Acompanhe as próximas informações e conheça as distintas “versões” de funerais praticadas em outros países:

China

Na sociedade chinesa, o local de realização do velório obedece a um critério de escolha: se o falecimento ocorreu dentro de casa, então o corpo é velado em um ambiente interno da residência; se ocorreu fora de casa, ele é velado no jardim.

Durante a cerimônia é proibido usar joias ou roupas vermelhas, já que essa cor representa a alegria para os chineses. Na verdade, a tradição exige que as crianças e noras se vistam de preto; os genros, de branco; os netos, de azul-escuro; e os bisnetos, de azul-claro. Nas grandes cidades, o falecido segue para cremação após o velório, e apenas nas zonas rurais é que se pratica o enterro convencional.


Índia

Em várias regiões da Índia onde a religião oficial é o hinduísmo, o velório é considerado apenas uma transição para a etapa mais importante: a cremação.

Conforme dita a tradição hindu, o ato de cremar o corpo é essencial para que o espírito do falecido alcance um caminho iluminado e viaje para a sua próxima encarnação.

Após a morte, os familiares se reúnem ao redor do corpo para iniciar uma série de orações e leituras do livro sagrado, sendo possível lhe ofertar pétalas de rosas, margaridas e jasmins. Geralmente, um sacerdote conduz a cerimônia até o lançamento das cinzas sobre um rio e regressa à casa dos familiares para purificar os ambientes com especiarias e incensos.

Suíça

Por ser um país laico – ou seja, defensor da pluralidade de crenças e religiões –, a Suíça não possui uma única maneira de celebrar a partida de um ente querido. Trata-se de um dos poucos países europeus que oferecem grande liberdade para eleger a forma como a cerimônia será realizada.

A dispersão de cinzas na natureza, por exemplo, não só é aceita, como também é praticada por diversas famílias, sendo que a cremação é a opção em 80% dos falecimentos. Inclusive, mais de um terço das pessoas prefere deixar os prenúncios de despedida a cargo de um amigo ou de um celebrante laico, em vez de chamar um padre ou pastor para fazê-lo.

E uma última curiosidade: em Zurique já existem “florestas” criadas especialmente para enterrar urnas com cinzas embaixo de árvores, que podem ser alugadas por um período de 30 anos.

Um diferencial no Brasil

Assim como a Suíça reserva locais naturais para garantir cerimônias personalizadas, no Brasil existem empresas que concedem espaços especiais para permitir que a família e os amigos do ente falecido guardem na memória uma despedida tranquila.

É o caso do Grupo Memorial, que oferece uma infraestrutura completa para velório, cremação e sepultamento. São vários cemitérios-parques com natureza privilegiada, integrados a uma capela ecumênica, floricultura, sala de descanso, estacionamento e outros espaços fundamentais para garantir o conforto dos familiares em luto. Mais informações podem ser consultadas em todo o nosso site.